sábado, 4 de dezembro de 2010

Auto retrato

Sem precisar de esforço, pois é bem visível, a forma que me jogo, me dôo com emoção em quase tudo que faço, vejo e sinto. Sonhadora como só. Venero tudo que me traz alegria. Quanto ao que me deixa triste torna-se inútil às cordas do meu coração, repúdio.
Procuro menos a paisagem e mais a emoção. Talvez isso explique porque tudo que ganha minha preferência tem a ver comigo, os filmes água com açúcar, as músicas, livros, fotos, quadros, crônicas, peças de teatro, poemas, paisagens, até exemplo de pessoas, tudo que se torna tocante e toca a alma humana.
É como disse, preciso ser tomada, ficar emocionada, na verdade estou sempre em busca disso, de sentir aqui dentro um reboliço.
Tenho o coração inquieto. Talvez seja eu afinal uma caçadora de emoção. Desejo secretamente um romance engraçado e desastroso de filme, num país de nome aberto, onde o solo é perfumado e rico, que seja fértil para a felicidade. Porque na vida real, vira e mexe, me sinto deslocada. Como quando encontro por acaso a alegria e preciso me controlar para não correr, atropelar, pular em cima. Claro, manter o equilíbrio é mais que necessário mas para mim é dificílimo sustentar o ar enfado, quando por dentro estou sentindo alegria aos espasmos.
Gulosa, sonhadora, desastrada, exagerada, romântica, parto para cima da vida como uma menininha que não sabe a hora do ''parabéns'' e vê na mesa de docinhos um bom motivo para acreditar que uma alegria fora de hora não faz mal a ninguém.

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