domingo, 31 de março de 2013

Mudo


Sou um paralelo, não nego. Tento ser o que quero, para aceitar o que sou. De mês em mês, dia após dia mudo, me identifico mesmo como uma metamorfose ambulante, porque as transformações não param! E eu sei que vai demorar, para que eu me torne uma borboleta, pode ser que eu nunca me torne e sempre procure me tornar uma, e incentive minha essência a nunca parar de passar por uma mudança. Mas o que seria de mim sem essas mudanças? Hoje é tempo de me mover, mudar de sorriso, de olhar, de sussurrar, trocar de palavra favorita, mudar o verbo. Sempre com a ideia que toda mudança é um passo para a minha busca pela minha felicidade. A busca é interminável, a felicidade é, e sempre será a consequência de um esforço pessoal. Você luta por ela, insiste nela, faz força para obtê-la, persevera. Uma vez alcançando o estado fértil da felicidade, nunca deve relaxar em sua manutenção, deve fazer um esforço sobre-humano para estar em constante desenvolvimento, nadar contra a corrente rumo a essa felicidade para permanecer flutuando nela.
Enfim, diversifico, especifico e empurro o prato, mudo, busco, faço bico, beijo e abraço, depois emburro sem torcer o braço, só o nariz.