domingo, 16 de fevereiro de 2014

Me ache,

Anotação e caos, poesia morta.  Eu recaio demais, tenho medo que não existe e sofro com o amor calado.

Minha mente fica aflita com o vazio, minha alma se sente incendiada, e a saudade já não me veste tão bem.
Imprudente demais, não consigo ficar calada, preciso lhe falar o que meu coração teima em gritar e o que minha mente não consegue comprimir.  Mas olho pra dentro, e eu sei que fui eu quem causou isso, e me perco em olhos estranhos. Olhe para mim, com a luz apagada e me ensine a respirar. E se você se for, me ache, em silêncio.

Eu não consigo apagar, eu fico repetindo, eu penso nisso o tempo todo, e me cego. Existem luzes artificiais por todo canto, borbulham na minha cabeça. Eu ando reto, pra lá e pra cá, mas tudo parece uma eterna contra mão, tipo rua sem saída sabe? É ruim ter a sensação de não saber para onde ir. Mas eu andei  sob falsas pretensões, eu pensei que seria divertido. Não sou mais tão ingênua, e meu bem, o que você mais quer, sempre será o que vai te repartir no fim.



quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Um dia seremos,

Contagem regressiva, você conta cada segundo do seu tempo, da sua vida, do que está definitivamente marcando. Existem dias incrivelmente lerdos, que demoram um século, parecidos uns com os outros, cada molécula de O2 parece que entra com uma carga extra de ansiedade e impaciência, vida enjoativa, cercada e vivida de guerras e canções de amor.
O sono não da as caras, então você geniosamente escolhe passar a noite em claro e quando o dia raiar contemplar sua face com um sombreamento roxo na parte inferior dos olhos encharcados.
Um minuto a mais, um segundo a menos, qual a diferença? Tudo parece fatal. Sonhos pequenos que nunca tem fim, imaginação revolucionaria. Agora eu sinto um medo infantil. Não me peça para entender se algo ou alguém tiver que morrer na guerra ou no amor, não me peça para fazer uma escolha.
Hoje estamos divididos, sem escolhas, em perigo. Chegamos ao fim do dia, quem diria? E ninguém parece estar lúcido o suficiente. Voltamos ao início, dando voltas, andando em círculos. Entre o fio metálico e o frio do campo de batalha. Fusão à frio. Eu sigo enfrentando a onda, correndo conta a maré e carregando nos cabelos a maresia. Mas um dia nós seremos a maioria, e então te declaro, que passamos do ponto que não há mais esquecimentos, chegamos ao ponto de nos segurar e mergulhar em nós mesmos.