Uma pessoa inteira não merece uma pessoa pela metade. Um coração que antes era cheio não pode deixar que o esvaziem. Mas gradativamente, sem que você perceba ou permita, seu vazio vai aumentando. É involuntário, mas não sei porque deixamos isso acontecer. Não sei porque temos essa mania de dar mais importância aos outros do que para nós mesmos. Essa coisa de ter aceitação e aprovação alheia, que nem sempre é verdadeira. A gente se machuca pelos outros, se rala, se doa, envelhece, cria ruga e nada resolve. É demorado, mas tentar descobrir em nós mesmos o que valemos, deixamos de ser para-raios das insanidades dos outros.
Eu nunca fui como todos, nunca vi como todos viam, nunca vivi como todos viviam. E pelos mesmos motivos, e mil razões não vivi as mesmas dores nem alegrei meu coração com os mesmos amores e rumores, tudo que amei, amei sozinha. A mercê da minha insensatez, que numa tarde vazia toma meu coração solitário e se perde por ai. Perdi as contas de quantas vezes me perdi, consequentemente perdi as contas das vezes que retornei. Mas as vezes temos que engolir esse vazio e preenche-lo, tapa-lo ou esconde-lo, para descobrir algo ai dentro, descobrir que para dar amor é necessário também receber, e que a vida é uma troca, uma disputa, um truque de mágica, uma troca de solidões, preenchendo o vazio alheio, sem enxaquecas, sem remorso e sem gastrite.
Eu nunca fui como todos, nunca vi como todos viam, nunca vivi como todos viviam. E pelos mesmos motivos, e mil razões não vivi as mesmas dores nem alegrei meu coração com os mesmos amores e rumores, tudo que amei, amei sozinha. A mercê da minha insensatez, que numa tarde vazia toma meu coração solitário e se perde por ai. Perdi as contas de quantas vezes me perdi, consequentemente perdi as contas das vezes que retornei. Mas as vezes temos que engolir esse vazio e preenche-lo, tapa-lo ou esconde-lo, para descobrir algo ai dentro, descobrir que para dar amor é necessário também receber, e que a vida é uma troca, uma disputa, um truque de mágica, uma troca de solidões, preenchendo o vazio alheio, sem enxaquecas, sem remorso e sem gastrite.

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