Sou um paralelo, não nego. Tento ser o que quero, para
aceitar o que sou. De mês em mês, dia após dia mudo, me identifico mesmo como
uma metamorfose ambulante, porque as transformações não param! E eu sei que vai
demorar, para que eu me torne uma borboleta, pode ser que eu nunca me torne e
sempre procure me tornar uma, e incentive minha essência a nunca parar de
passar por uma mudança. Mas o que seria de mim sem essas mudanças? Hoje é tempo
de me mover, mudar de sorriso, de olhar, de sussurrar, trocar de palavra
favorita, mudar o verbo. Sempre com a ideia que toda mudança é um passo para
a minha busca pela minha felicidade. A
busca é interminável, a felicidade é, e sempre será a consequência de um esforço
pessoal. Você luta por ela, insiste nela, faz força para obtê-la, persevera.
Uma vez alcançando o estado fértil da felicidade, nunca deve relaxar em sua
manutenção, deve fazer um esforço sobre-humano para estar em constante
desenvolvimento, nadar contra a corrente rumo a essa felicidade para permanecer
flutuando nela.
Enfim, diversifico, especifico e empurro o prato, mudo,
busco, faço bico, beijo e abraço, depois emburro sem torcer o braço, só o
nariz.
totalmente isso!
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